Portugal aprova nova lei de nacionalidade; cidadania portuguesa é limitada para descendentes e estrangeiros

O Parlamento de Portugal aprovou nesta terça-feira (28) mudanças na Lei da Nacionalidade que tornam mais rígidas as condições para obtenção da cidadania portuguesa. O prazo mínimo de residência para brasileiros passa de cinco para sete anos, e novas exigências de integração cultural e comprovação de renda passam a valer. O texto, aprovado com apoio da direita e da ultradireita, aguarda agora a sanção do presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Após a aprovação, o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que a medida reforça a identidade nacional. “Para trabalhar em Portugal não é preciso ser português, mas para ser português é preciso muito mais do que trabalhar em Portugal”, declarou. “Não queremos portugueses de ocasião.”

A mudança representa a 11ª alteração na Lei da Nacionalidade e revoga uma regra aprovada em 2022 que contabilizava o período de espera pela autorização de residência no tempo necessário para o pedido.

Em 2024, cidadãos brasileiros representaram cerca de 40% dos vistos de trabalho concedidos pelo governo português, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Veja as mudanças previstas pelo texto e quando começa a valer.

  • 7 anos para pedir naturalização
  • Filhos de estrangeiros
  • Conhecimento de língua e cultura
  • Perda de cidadania

O projeto segue agora para análise do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que pode sancionar ou vetar o texto, total ou parcialmente, após eventual consulta ao Tribunal Constitucional. A nova lei entra em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República, equivalente português ao Diário Oficial da União no Brasil.

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